A possibilidade de implantação de um oleoduto com 137 km de extensão, cruzando áreas ambientalmente sensíveis das Regiões Metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista e de Sorocaba, tem gerado preocupação entre organizações da sociedade civil, especialistas em meio ambiente e comunidades locais. O traçado previsto atravessa 13 municípios: Barueri, Santana de Parnaíba, Cajamar, São Roque, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Cotia, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, São Paulo, São Bernardo do Campo e Cubatão. Essas regiões concentram importantes remanescentes de Mata Atlântica, além de nascentes, rios e mananciais fundamentais para o abastecimento hídrico de milhões de pessoas. Mais do que uma obra de infraestrutura, o projeto levanta questionamentos relevantes sobre seus potenciais impactos ambientais, sociais e territoriais, especialmente por incidir sobre um dos biomas mais ricos em biodiversidade e, ao mesmo tempo, um dos mais ameaçados do planeta.
A importância da área afetada
A Mata Atlântica desempenha um papel essencial na manutenção da biodiversidade, na
regulação climática e na proteção dos recursos hídricos. Mesmo reduzida a uma fração de sua cobertura original, ainda abriga uma enorme variedade de espécies e ecossistemas fundamentais para o equilíbrio ambiental.
Na região em questão, esses remanescentes florestais estão diretamente associados à
proteção de mananciais que abastecem milhões de pessoas. Qualquer intervenção de grande porte exige, portanto, análise criteriosa e responsabilidade ampliada.
Pontos de atenção
Empreendimentos lineares, como oleodutos, podem gerar uma série de impactos que precisam ser cuidadosamente avaliados, entre eles:
• Supressão de vegetação nativa
• Interferência em cursos d’água e nascentes
• Fragmentação de habitats naturais
• Impactos sobre a fauna e a flora
• Riscos operacionais ao longo do tempo
Diante desse cenário, torna-se indispensável que os estudos ambientais sejam conduzidos com rigor técnico e que seus resultados sejam amplamente divulgados e debatidos com a sociedade.
Transparência e participação social
A participação da sociedade é um elemento fundamental em processos de licenciamento ambiental, especialmente em projetos de grande impacto.
A transparência na divulgação de informações, o acesso aos estudos técnicos e a realização de debates públicos qualificados são condições essenciais para garantir decisões mais equilibradas e responsáveis.
A SEAE – Sociedade Ecológica Amigos de Embu tem acompanhado o tema e reforça a
importância de que o processo ocorra de forma transparente, participativa e alinhada aos princípios da proteção ambiental.
Um debate necessário
A discussão sobre o projeto do oleoduto vai além de uma decisão técnica. Trata-se de refletir sobre o modelo de desenvolvimento que se pretende para a região e sobre como conciliar infraestrutura, preservação ambiental e qualidade de vida.
Proteger os mananciais é garantir segurança hídrica.
Preservar a Mata Atlântica é manter o equilíbrio ecológico.
Planejar com responsabilidade é assegurar o futuro das próximas gerações.
Mobilização regional em defesa da Mata Atlântica
A mobilização em torno da possível implantação do oleoduto teve início a partir da atuação da Preservar Ambiental de Itapecerica da Serra, que vem promovendo ações de conscientização sobre os possíveis impactos do empreendimento.
A iniciativa conta com o apoio de diversas organizações da sociedade civil, coletivos e entidades ambientalistas da região, entre elas:
- SAPITU;
- SABRAC;
- Movimento MBOY;
- SEAE – Sociedade Ecológica Amigos de Embu;
- Demais entidades e cidadãos comprometidos com a defesa dos mananciais, da biodiversidade e da participação social.
Juntas, essas organizações reforçam a importância de um processo de licenciamento ambiental transparente e amplamente debatido com a sociedade.
Engaje-se
Acompanhar o tema, buscar informações de qualidade e participar dos espaços de diálogo são atitudes fundamentais para fortalecer a governança ambiental e contribuir para a proteção do patrimônio natural da região.
A Preservar Ambiental de Itapecerica da Serra, a SAPITU, a SABRAC, o Movimento MBOY, a SEAE e demais entidades apoiadoras convidam toda a população a se informar, participar e compartilhar esta causa.
Apoiadores
PRESERVAR AMBIENTAL
instagram.com/preservarambiental
SAPITU
instagram.com/ong.sapitu
SABRAC
instagram.com/sabracaputera
Movimento MBOY
instagram.com/movimentomboy
SEAE – Sociedade Ecológica Amigos de Embu
instagram.com/seaembu
Assine o abaixo-assinado
https://c.org/6XfBRpYkfs
ASSINE O ABAIXO-ASSINADO CONTRA O OLEODUTO DA PETROBRAS NA MATA ATLÂNTICA E AJUDE A FORTALECER ESSA MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DOS MANANCIAIS E DA BIODIVERSIDADE DA NOSSA REGIÃO



