{"id":6246,"date":"2025-04-05T21:20:52","date_gmt":"2025-04-06T00:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/?page_id=6246"},"modified":"2025-04-05T21:30:24","modified_gmt":"2025-04-06T00:30:24","slug":"projeto-colhendo-sustentabilidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/projeto-colhendo-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"Projeto colhendo sustentabilidade"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"6246\" class=\"elementor elementor-6246\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c03fe5e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c03fe5e\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4d450a8a\" data-id=\"4d450a8a\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-02501fb elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"02501fb\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-7b33786\" data-id=\"7b33786\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-94e08d8 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"94e08d8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Projeto Colhendo Sustentabilidade<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-12425d17 elementor-widget__width-initial elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"12425d17\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><b>Colhendo: Refer\u00eancia no Sudeste<\/b><br \/><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">\u201cQuem planta, colhe\u201d, diz o ditado popular. Um dos frutos do Projeto Colhendo Sustentabilidade foi receber a certifica\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Funda\u00e7\u00e3o Banco do Brasil de Tecnologia Social 2011, ficando entre os tr\u00eas melhores de todo o Sudeste. Um reconhecimento do trabalho desenvolvido desde 2008 em Embu das Artes, que sensibilizou e mobilizou mais de 230 fam\u00edlias, promoveu assist\u00eancia t\u00e9cnica agroecol\u00f3gica para in\u00fameros pessoas, implementou e manteve 13 hortas urbanas em \u00e1reas p\u00fablicas e privadas, al\u00e9m de realizar feiras agroecol\u00f3gicas e bancas de comercializa\u00e7\u00e3o de produtos org\u00e2nicos. Mas os ganhos v\u00e3o muito al\u00e9m da certifica\u00e7\u00e3o: mais sa\u00fade, qualidade de vida, gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel para as diversas comunidades.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Apesar de todo o reconhecimento das 13 comunidades e suas mais de 200 fam\u00edlias que implantaram suas hortas, dos \u00edndices de melhora qualitativa de sa\u00fade, do interesse da comunidade acad\u00eamica e da certifica\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o do Banco do Brasil pela sua Tecnologia Social, a Prefeitura de Embu das Artes, que come\u00e7ou como parceira em novembro de 2008, junto com o Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome e a Sociedade Ecol\u00f3gica Amigos de Embu (SEAE), n\u00e3o renovou o conv\u00eanio para continuidade ao trabalho. Chegou a publicar em seu site oficial que o motivo foi \u201ca falta de sucesso\u201d do projeto. Alegou tamb\u00e9m que n\u00e3o tem recursos para a renova\u00e7\u00e3o, por\u00e9m tocaria as a\u00e7\u00f5es com equipe pr\u00f3pria. Al\u00e9m de n\u00e3o renovar o projeto em outubro de 2011, deixou de pagar as duas \u00faltimas parcelas no valor de R$ 15.572,00.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Para Cristiane Ara\u00fajo, doutoranda da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (USP), cuja tese \u00e9 sobre a experi\u00eancia do Colhendo Sustentabilidade, a relev\u00e2ncia do projeto est\u00e1 na import\u00e2ncia para sa\u00fade humana e ambiental e sua interface com assist\u00eancia social, sa\u00fade e meio ambiente. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil reunir equipes intersetoriais, articular v\u00e1rias secretarias municipais simultaneamente, como foi o caso em Embu\u201d, argumenta.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Por toda essa particularidade, duas universidades possuem grupos de pesquisas onde o projeto Colhendo Sustentabilidade \u00e9 case de estudo: a UNESP de Botucatu, cujo foco da pesquisa \u00e9 a \u201cExtens\u00e3o Rural Agroecol\u00f3gica\u201d, e a Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da USP, cujo foco da pesquisa \u00e9 a \u201cRela\u00e7\u00e3o da Agricultura Urbana Agroecol\u00f3gica com a Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade\u201d.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><br \/><b>C<\/b><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><b>olhendo Sa\u00fade<br \/><\/b><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">Moradora h\u00e1 26 anos do Santa Em\u00edlia, Maria Teresinha de Freitas Silva, 53 anos, relata que a horta da UBS Santa Em\u00edlia a tirou de uma grave depress\u00e3o. \u201cMe sinto rejuvenescida, com 15 anos de idade. Enquanto voc\u00ea est\u00e1 na horta, voc\u00ea esquece tudo\u201d, entusiasma-se. O efeito multiplicador das v\u00e1rias localidades do projeto tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o. Os participantes passam a fazer hortas tamb\u00e9m em seus pr\u00f3prios quintais e quando n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o, at\u00e9 mesmo lajes e vasos s\u00e3o ocupados com verduras, legumes e ervas medicinais.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Maria Auxiliadora Silva Alves de Souza, t\u00e9cnica de enfermagem da mesma UBS, confirma a melhoria na qualidade de vida dos pacientes e usu\u00e1rios do posto de sa\u00fade com a implanta\u00e7\u00e3o da horta. \u201cDoen\u00e7as cr\u00f4nicas como diabetes, depress\u00e3o, press\u00e3o alta, est\u00e3o com seus \u00edndices regulados. A alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, o contato com outras pessoas, o exerc\u00edcio de plantar e colher fez com que as pessoas tivessem melhorias substanciais em suas sa\u00fades. Hoje, sempre tem algu\u00e9m regando a horta, cuidando das planta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o importa o dia\u201d, avalia a t\u00e9cnica.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Quando o projeto foi proposto, Maria Auxiliadora disse que n\u00e3o acreditava que seria poss\u00edvel por conta do terreno, muito \u00edngreme. \u201cForam os t\u00e9cnicos do Colhendo Sustentabilidade que nos ensinaram diversas t\u00e9cnicas e conseguimos plantar mesmo em um espa\u00e7o t\u00e3o acidentado\u201d, conta.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>A coordenadora do Grupo de Terceira Idade, Vera L\u00facia Vicente Matiazzo, 61 anos, moradora h\u00e1 mais de 50 anos no Santa Em\u00edlia, tamb\u00e9m comemora o fim de sua medica\u00e7\u00e3o depois das atividades no projeto Colhendo Sustentabilidade. \u201cN\u00e3o tomo mais rem\u00e9dio e espero n\u00e3o precisar novamente. Aqui \u00e9 uma fam\u00edlia, uma troca de confian\u00e7a. Esse grupo ajuda muito. Aprendi a fazer reciclagem e composteira. Todos n\u00f3s temos canecas personalizadas para n\u00e3o usar copos descart\u00e1veis. Fazemos almo\u00e7os com os produtos colhidos da horta, o que nos deixa muito felizes\u201d.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Na horta da Servid\u00e3o, implantada no terreno cedido por dona Mara Barbosa da Silva, 59 anos, al\u00e9m de mais sa\u00fade e alimenta\u00e7\u00e3o para as fam\u00edlias participantes, o Projeto Colhendo Sustentabilidade pode gerar dois novos projetos que envolvem arte e m\u00fasica para as crian\u00e7as, que acompanham seus pais nas atividades com a terra. As aulas s\u00e3o dadas por dois volunt\u00e1rios, pelo artista pl\u00e1stico e participante da horta, Ad\u00e3o Paulino Rodrigues, o Adam, 36 anos; e por Lucas Ciola, m\u00fasico profissional, que trabalha arte e cultura a partir do resgate de cantigas populares, tai chi entre outras atividades.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><br \/><b>Resgate com a terra<br \/><\/b><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">\u201cNasci quando minha m\u00e3e estava plantando arroz. Conta que quando viu eu j\u00e1 estava no ch\u00e3o!\u201d, brinca Adam. O grafiteiro, que j\u00e1 faz v\u00e1rios trabalhos em escolas p\u00fablicas de Tabo\u00e3o da Serra, conta que quando chegou de Minas Gerais teve tanta saudade de mexer na terra que come\u00e7ou a plantar na laje de casa. \u201cDesse seu primeiro projeto de horta urbana sa\u00edram jil\u00f3, quiabo e quatro p\u00e9s de maracuj\u00e1!\u201d, contabiliza com orgulho.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Dona Mara, a moradora\u00a0 do terreno, chegou como caseira no Vista Alegre h\u00e1 43 anos. Mais tarde, conseguiu comprar a \u00e1rea com mais sete pessoas. \u201cTudo que sei sobre a terra aprendi com meu marido. T\u00ednhamos uma horta, mas quando ele adoeceu n\u00e3o tive como cuidar. A mata aqui era virgem\u201d. Foi por interm\u00e9dio da filha que conheceu o Projeto Colhendo e resgataram o plantio.<\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">\u201cAqui tem berinjela, couve, br\u00f3colis, tr\u00eas tipos de almeir\u00e3o, quatro tipos de alface, cenoura, couve flor, chuchu, milho, quiabo, feij\u00e3o normal e andu\u201d, diz com orgulho Marta Freitas de Oliveira Rodrigues, esposa de Adam e ativista da horta. Quando ouviu falar da \u201chorta do Vista Alegre\u201d, conta que n\u00e3o imaginava o tamanho. \u201cAqui \u00e9 de toda a fam\u00edlia. Estamos todos integrados, inclusive com a associa\u00e7\u00e3o de amigos do bairro. Todos n\u00f3s moramos muito perto e chegamos aqui a p\u00e9, todas as ter\u00e7as e quintas. Todo mundo traz suas crian\u00e7as\u201d.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>A baiana Claudelina Santos Miranda, 56 anos, conhecida como \u201cLau\u201d, tem orgulho de olhar para a horta e lembrar que antes era somente mata.\u00a0 Come\u00e7ou na horta do Servid\u00e3o em maio de 2009 e ficou feliz quando passou a ser remunerada nas Frentes de Trabalho em 2010. Hoje, lamenta o fim do benef\u00edcio desde setembro de 2011.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><br \/><b>C<\/b><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><b>ustos e benef\u00edcios<\/b><br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">Vale registrar que o valor total do conv\u00eanio com a Prefeitura na segunda fase do projeto, 18 meses de atividade que foi iniciada em abril de 2010, representou um investimento de R$ 39,00 por fam\u00edlia ao m\u00eas, menos do que o bolsa fam\u00edlia, e capacitou mais de 200 fam\u00edlias na produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de alimentos saud\u00e1veis, com grandes ganhos em sa\u00fade p\u00fablica, reintegra\u00e7\u00e3o social, autoestima e autossufici\u00eancia de pessoas carentes.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Para citar outro prov\u00e9rbio popular, o Colhendo Sustentabilidade \u201cd\u00e1 a vara, ensina a pescar\u201d. Diferente de Programas como o Bolsa Fam\u00edlia, que t\u00eam seus m\u00e9ritos, o Colhendo aponta para uma cidadania, para a capacidade de gerar renda, autonomia do Estado, al\u00e9m de integra\u00e7\u00e3o social e autoestima, como vimos nos depoimentos de seus participantes.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Ainda assim, encontramos um jogo de desinforma\u00e7\u00e3o no site da prefeitura, que alega que o conv\u00eanio foi interrompido por conta de altos custos\u201d. Noticia que investiu R$ 160.000,00, quando o valor total at\u00e9 o momento foi de R$ 116.790,00. Muito? Desde abril de 2010, s\u00f3 a Sociedade Ecol\u00f3gica desembolsou mais de R$ 230.000,00 no projeto, inclusive adiantando parcelas devidas pela prefeitura.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Convidamos a todos aqueles que entendem a import\u00e2ncia de se criar uma cultura mais sustent\u00e1vel, uma cidade mais verde e criativa, com gera\u00e7\u00e3o de emprego, renda, e principalmente sa\u00fade, abracem as hortas criadas pelo Projeto Colhendo Sustentabilidade e cobrem da prefeitura a sua manuten\u00e7\u00e3o. Mais do que isso, que elas tenham um efeito multiplicador, que seja uma ferramenta de cidadania.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><br \/><b>F<\/b><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><b>im da horta de Itatuba!<\/b><br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">Em Itatuba, a prefeitura desalojou os participantes da horta do Projeto que envolvia o trabalho de seis fam\u00edlias, al\u00e9m de colocar em risco os v\u00e1rios equipamentos comprados ao longo dos \u00faltimos anos. Alega ainda \u201calto custo\u201d para manter o conv\u00eanio. Tratava-se da maior horta do projeto que chegava a produzir excedente para venda de org\u00e2nicos no centro, gerando renda para seus participantes.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Instalados em um terreno p\u00fablico, a prefeitura desrespeitou o compromisso de manter o espa\u00e7o por cinco anos para agricultura urbana. Um per\u00edodo necess\u00e1rio para o amadurecimento do projeto de capacita\u00e7\u00e3o em plantio agroecol\u00f3gico, bom para a sa\u00fade e para o meio ambiente dentro da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Embu Verde.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Em agosto de 2011, o terreno foi leiloado para a Hines, uma multinacional voltada a investimentos imobili\u00e1rios, principalmente galp\u00f5es de log\u00edstica, por R$ 8,5 milh\u00f5es. O Plano Diretor vigente na \u00e9poca n\u00e3o permitia galp\u00f5es na regi\u00e3o. \u201cAcreditamos que o m\u00ednimo de responsabilidade social, seria a Hines manter o projeto em opera\u00e7\u00e3o no local, pois a \u00e1rea de Itatuba cultivada pelos agricultores \u00e9 de 5 mil m\u00b2, e conta com patrim\u00f4nios p\u00fablicos comprados com recursos do Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome (MDS). No terreno tamb\u00e9m h\u00e1 uma agrofloresta que come\u00e7a a produzir os primeiros frutos\u201d, comenta Leandro Dolenc, presidente da SEAE.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><br \/><b>D<\/b><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\"><b>esmobiliza\u00e7\u00e3o em Embu das Artes<br \/><\/b><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">Por falta de recursos financeiros, os t\u00e9cnicos da Sociedade Ecol\u00f3gica Amigos de Embu n\u00e3o puderam mais acompanhar as atividades nas 13 comunidades envolvidas no projeto. A equipe lamenta, pois o trabalho mais dif\u00edcil foi mobilizar as pessoas, ensinando-as a forma adequada para garantir alimentos saud\u00e1veis, sem agrot\u00f3xicos. Houve uma grande desmobiliza\u00e7\u00e3o dos grupos envolvidos no projeto, pois a Prefeitura de Embu das Artes n\u00e3o deu continuidade e assist\u00eancia ao trabalho.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Infelizmente, a Prefeitura de Embu das Artes vai na contram\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel. A presidenta Dilma Rousseff disse recentemente, durante discurso, que o Brasil precisa da agricultura familiar para se \u201ctransformar em uma grande na\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cSe de fato nosso objetivo \u00e9 construir uma na\u00e7\u00e3o desenvolvida (\u2026) \u00e9 fundamental olhar para a agricultura familiar como um dos elementos estrat\u00e9gicos para que o Brasil seja de fato essa na\u00e7\u00e3o desenvolvida, essa na\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e sobretudo para que n\u00f3s tenhamos um tecido social de fato de classe m\u00e9dia, um tecido social de agricultores familiares que tenham acesso \u00e0 riqueza, que sejam agricultores familiares e n\u00e3o agricultores pobres\u201d, afirmou.<br \/><\/span><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><br \/>Em Embu das Artes, quem perdeu foi a comunidade que precisa de renda, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<br \/><\/span><\/p><ul><li><span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\"><i>Por Fab\u00edola Lago e Indaia Em\u00edlia<\/i><\/span><\/li><\/ul>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Colhendo Sustentabilidade Colhendo: Refer\u00eancia no Sudeste\u201cQuem planta, colhe\u201d, diz o ditado popular. Um dos frutos do Projeto Colhendo Sustentabilidade foi receber a certifica\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Funda\u00e7\u00e3o Banco do Brasil de Tecnologia<\/p>\n<a class=\"moretag noptoppad\" href=\"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/projeto-colhendo-sustentabilidade\/\">Read More...<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"class_list":["post-6246","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6246"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6246\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6256,"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6246\/revisions\/6256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/seae-embu.org\/org.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}