{"id":5384,"date":"2017-06-02T23:04:09","date_gmt":"2017-06-02T23:04:09","guid":{"rendered":"https:\/\/seae-embu.org\/anterior\/seae\/?p=5384"},"modified":"2019-07-30T14:25:34","modified_gmt":"2019-07-30T14:25:34","slug":"do-verde-ao-cinza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/seae-embu.org\/anterior\/do-verde-ao-cinza\/","title":{"rendered":"EMBU DAS ARTES-DO VERDE AO CINZA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">O presente artigo acad\u00eamico \u00e9 fruto de pesquisas e entrevistas realizadas em abril de 2017, pelas estudantes do terceiro ano de jornalismo da Faculdades Integradas Alc\u00e2ntara Machado &#8211; FIAM, Beatriz Siqueira e Rafaela Coriliano.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Embu das Artes: do verde ao cinza<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A cidade, antes conhecida como \u201cCapital da Ecologia\u201d, tem sua \u00e1rea verde amea\u00e7ada<\/em><\/p>\n<p>Por: Beatriz Siqueira e Rafaela Coriliano<\/p>\n<p>Embu das Artes \u00e9 uma cidade famosa pelas artes que produz e por sua Feira de Arte e Artesanato, que ocorre na regi\u00e3o central, onde caracter\u00edsticas hist\u00f3ricas preservadas atraem turistas de todos os lugares.<\/p>\n<p>Ficou tamb\u00e9m conhecida como \u201cCapital da Ecologia\u201d, por sua batalha pela preserva\u00e7\u00e3o da natureza, com a realiza\u00e7\u00e3o do Primeiro Simp\u00f3sio Ecol\u00f3gico no Brasil, em 1971, quando reuniu renomados especialistas em fauna, flora e recursos h\u00eddricos para refletir sobre os problemas ambientais, sobre a prote\u00e7\u00e3o e as dificuldades previstas e enfrentadas por governo e ambientalistas.<\/p>\n<p>Apesar dos esfor\u00e7os, na urbaniza\u00e7\u00e3o desordenada ocorrida especialmente nas d\u00e9cadas de 70, 80 e 90, a falta de infraestrutura colaborou para um aumento significativo da polui\u00e7\u00e3o na cidade.<\/p>\n<p>Em 70 km\u00b2, o munic\u00edpio possui hoje cerca de 260 mil habitantes, distribu\u00eddos desproporcionalmente. Cerca de 80% dos cidad\u00e3os se concentram na zona leste, regi\u00e3o que d\u00e1 continuidade \u00e0 cinzenta mancha urbana de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Ainda hoje, esgotos s\u00e3o despejados nos rios e \u00e9 poss\u00edvel observar as transforma\u00e7\u00f5es na paisagem, causadas por enormes \u00e1reas desmatadas e despejo irregular de lixo nas ruas e terrenos.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio entristece e impressiona os cidad\u00e3os, como revela a moradora Daniela Siqueira, 38 anos: \u201cdas mudan\u00e7as ocorridas na cidade, o desmatamento \u00e9 o que mais assusta, pela quantidade de im\u00f3veis constru\u00eddos em \u00e1reas verdes. J\u00e1 sobre o lixo, existe a coleta seletiva em alguns pontos, mas pouca ader\u00eancia. Falta conscientizar a popula\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da reciclagem\u201d, comenta a moradora.<\/p>\n<p>Celia Rodrigues Andrade, analista de sistemas, mora na cidade h\u00e1 41 anos e expressa sua preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro do meio ambiente para a vida das pessoas: \u201c\u00e9 preciso preservar para garantir os recursos naturais para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Temos estrutura para praticar a\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 preciso conscientizar a popula\u00e7\u00e3o\u201d, desabafa.<\/p>\n<p><strong>POLUI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Devido ao atual parcelamento urbano, Embu tem \u00e1reas com maior e menor concentra\u00e7\u00e3o de polui\u00e7\u00e3o. A zona oeste conta com a&nbsp;\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Embu Verde, onde 15 km\u00b2 de extens\u00e3o abrigam esp\u00e9cies nativas de Mata Atl\u00e2ntica e a diferen\u00e7a do ar \u00e9 sentida no clima ameno de toda a regi\u00e3o oeste e central.<\/p>\n<p>J\u00e1 na regi\u00e3o leste, que faz divisa com S\u00e3o Paulo, a concentra\u00e7\u00e3o de polui\u00e7\u00e3o \u00e9 maior. \u201cCom poucas \u00e1reas verdes, a regi\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 afetada pelo ar mais polu\u00eddo que recebe de S\u00e3o Paulo\u201d, comenta Rodolfo Almeida, 34, presidente da ONG Sociedade Ecol\u00f3gica Amigos de Embu (SEAE).<\/p>\n<p>A polui\u00e7\u00e3o h\u00eddrica em Embu das Artes apresenta problemas s\u00e9rios, causados pela falta de tratamento de esgoto ou reaproveitamento de \u00e1gua, al\u00e9m dos res\u00edduos jogados diretamente nos rios.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 o rio Embu-Mirim, respons\u00e1vel por 33% de toda a \u00e1gua da Represa Guarapiranga. Sua \u00e1gua est\u00e1 altamente polu\u00edda por esgoto residencial e por esgoto industrial: \u201co cidad\u00e3o \u00e9 cobrado na conta de \u00e1gua por coleta e tratamento da Sabesp, mas ela somente leva o esgoto da sua casa at\u00e9 o rio mais pr\u00f3ximo e despeja l\u00e1, sem tratamento, sem prote\u00e7\u00e3o, e causa um mal terr\u00edvel para natureza e para todo abastecimento da regi\u00e3o metropolitana\u201d, comenta Rodolfo.<\/p>\n<p><strong>EDUCA\u00c7\u00c3O E CONSCIENTIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Para Rodolfo Almeida, a falta do conv\u00edvio com o ambiente natural \u00e9 a causa da falta de consci\u00eancia ambiental: \u201cmuitas pessoas nasceram e cresceram sem nunca ter convivido com um rio limpo em que pudesse nadar, conviver com uma \u00e1rea verde em que pudesse colher uma fruta do p\u00e9 ou sentir o sabor de uma verdura colhida na hora. Quem nasceu e cresceu longe disso n\u00e3o aprendeu a preservar essas coisas, pois \u00e9 preciso conhecer para se preservar\u201d.<\/p>\n<p>O ambientalista afirma, ainda, que o desenvolvimento \u00e9 outro empecilho para a conscientiza\u00e7\u00e3o: \u201cviemos de uma cultura que nos ensina que o desenvolvimento \u00e9 estrada e floresta \u00e9 um obst\u00e1culo, sem pensar que precisamos preservar a natureza para ter um ar puro e \u00e1gua saud\u00e1vel para a nossa sobreviv\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar a conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental, Daniela Siqueira sugere como ideal a divulga\u00e7\u00e3o do tema em m\u00eddias e campanhas educativas que tornem o meio ambiente e a reciclagem parte do cotidiano do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Celia Rodrigues diz que a conscientiza\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar nas escolas, desde o ensino infantil para as crian\u00e7as j\u00e1 crescerem com a consci\u00eancia de ajudar o meio ambiente.<\/p>\n<p>Ambas as moradoras separam o lixo em suas resid\u00eancias. \u201cEu separo o lixo recicl\u00e1vel, por\u00e9m o pessoal que coleta demora muito para pegar. Fazendo a separa\u00e7\u00e3o, eu ajudo moradores da minha regi\u00e3o que vivem coletando lixo recicl\u00e1vel para sustentar suas casas e alimentar seus filhos\u201d, afirma Celia.<\/p>\n<p>Em suas a\u00e7\u00f5es ambientais, a SEAE promove palestras com especialistas sobre Saneamento Ecol\u00f3gico, Conserva\u00e7\u00e3o de Fauna e Flora, An\u00e1lise da qualidade da \u00e1gua, oficinas de horta vertical, bombas de semente, jogos educativos, a\u00e7\u00f5es de plantio, entre outros.<\/p>\n<p>Questionado sobre os motivos de a ONG ter pouca visibilidade na cidade, Rodolfo informou que<strong>&nbsp;<\/strong>a ONG atua de forma aut\u00f4noma, sem vincula\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria e conta somente com volunt\u00e1rios para realizar suas atividades.<\/p>\n<p>Conta ainda que o posicionamento j\u00e1 trouxe problemas com o poder p\u00fablico, que tentou denegrir a imagem da associa\u00e7\u00e3o, com boatos de que os ambientalistas s\u00e3o contra moradia e emprego:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 l\u00f3gico que em todos os seguimentos existem setores radicais, mas n\u00e3o \u00e9 o caso da maioria da \u00e1rea ambiental. Na Sociedade Ecol\u00f3gica Amigos de Embu, ajudamos, damos solu\u00e7\u00f5es para que todos tenham uma moradia digna, com conforto, boa qualidade do ar e \u00e1rea verde, com acesso a \u00e1gua limpa ambiente equilibrado\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente artigo acad\u00eamico \u00e9 fruto de pesquisas e entrevistas realizadas em abril de 2017, pelas estudantes do terceiro ano de jornalismo da Faculdades Integradas Alc\u00e2ntara Machado &#8211; FIAM, Beatriz Siqueira e Rafaela Coriliano. 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