A multa teve seu valor triplicado por tratar-se de reincidência. Recentemente o município também foi multado em R$ 100.800 pela CETESB pelo desmatamento na Estrada Sadao Kikuti, região da Área de Proteção aos Mananciais de Guarapiranga
“Apesar de ter sido presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT), a administração do prefeito Chico Brito agride os mananciais em um momento de severa de crise hídrica”, afirma Rodolfo Almeida, presidente da SEAE (Sociedade Ecológica Amigos de Embu das Artes), entidade responsável pelas denúncias.
O motivo das multas é o alargamento da Estrada Sadao Kikuti, próxima ao condomínio Green Valey (Ressaca) que removeu uma enorme faixa de mata nativa que faz parte da Área de Proteção aos Mananciais de Guarapiranga, sem licenciamento, e foi alvo de multas por parte da Polícia e da CETESB.
“A Guarapiranga é abastecida também pelo Ribeirão da Ressaca, que alimenta o Rio Embu Mirim, este fornece 34% de toda a água fluvial da represa. Com a crise do sistema Cantareira, esse tipo de atitude coloca em risco a água na torneira de cada morador da Grande São Paulo, pois o sistema todo está no limite”, destaca o presidente da SEAE.
A Prefeitura teve o valor da multa da Policia Militar Ambiental triplicada devido ser reincidente, mas concordou com o Auto de Infração e assinou o TCRA 2993442 (Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental) no dia 21/5/2015.
Na avaliação da entidade, “o estrago só não foi maior graças a CETESB, que interditou a obra e multou a prefeitura em R$ 100.800,00”, (Auto de Infração (AIIPM) n° 72000702) por prejudicar a na Área de Proteção e Recuperação de Mananciais da Guarapiranga (APRM-G).
A obra segue embargada pela CETESB, até que a Prefeitura apresente estudos comprovando que o projeto respeita a legislação e não representa risco para a proteção dos mananciais.
A SEAE faz parte da “Aliança pela Água”, que é uma coalizão de ONGs e sociedade civil para contribuir com a construção de segurança hídrica em São Paulo, por meio da coordenação das várias iniciativas já em curso e da potencialização da capacidade da sociedade de debater e executar novas medidas.










Dona Mara, a moradora do terreno, chegou como caseira no Vista Alegre há 43 anos. Mais tarde, conseguiu comprar a área com mais sete pessoas. “Tudo que sei sobre a terra aprendi com meu marido. Tínhamos uma horta, mas quando ele adoeceu não tive como cuidar. A mata aqui era virgem”. Foi por intermédio da filha que conheceu o Projeto Colhendo e resgataram o plantio.
“Aqui tem berinjela, couve, brócolis, três tipos de almeirão, quatro tipos de alface, cenoura, couve flor, chuchu, milho, quiabo, feijão normal e andu”, diz com orgulho Marta Freitas de Oliveira Rodrigues, esposa de Adam e ativista da horta. Quando ouviu falar da “horta do Vista Alegre”, conta que não imaginava o tamanho. “Aqui é de toda a família. Estamos todos integrados, inclusive com a associação de amigos do bairro. Todos nós moramos muito perto e chegamos aqui a pé, todas as terças e quintas. Todo mundo traz suas crianças”.
