CLIPPING – Saiu no jornal Folha do Pirajuçara e GranjaNews nosso release sobre o evento SEAE Casa Aberta, com a palestra de Saneamento Básico ministrada por Angélica Megda, doutora em ecotoxicologia pela USP. Confira:
Palestra sobre Saneamento Básico revela os perigos no consumo de água
Na última quinta-feira (11) a Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE realizou palestra com o tema Saneamento Básico, ministrada por Angélica Megda, doutora em Ecotoxicologia pela Universidade de São Paulo (USP).
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Angélica explicou um pouco sobre tratamentos de esgoto e respondeu a diversas perguntas da plateia.
O processo consiste na captação da água, sua condução para as estações de tratamento e a distribuição. Ela recebe diversos compostos químicos para facilitar a identificação da sujeira, ajustar a acidez, coagular e transformar em flocos essa sujeira. O método permite a retirada mais fácil das impurezas. Em seguida é adicionado o cloro – para eliminar os microrganismos vivos – e o flúor, que ameniza as incidências de cáries nos dentes.
Segundo Angélica, a água vai para a distribuição e o lodo recolhido costuma voltar para os rios. “Existem estudos para outros meios de descarte e destino do resíduo, como a fabricação de tijolos, mas por enquanto ele volta para os rios”, comenta.
Agrotóxico, hormônios e remédios na água
A Doutora alertou ainda para os componentes químicos presentes na água que chega às torneiras.
Segundo ela, grande quantidade de hormônios, agrotóxicos e químicos derivados de remédios permanecem na água que, apesar de disponibilizada para o consumo humano, pode ser associada com doenças de longo prazo, como infertilidade ou mesmo mal de Alzheimer (doença que afeta a memória e que, segundo estudos, tem relação com o alumínio no corpo).
“Para análises da qualidade da água, não são exigidos níveis de concentração de remédios porque é muito difícil e caro para identificar e ainda não existem práticas para eliminar”, informa Megda.
Uma solução para amenizar o quadro seria a utilização do filtro de barro e vela, que retém a maioria das impurezas que restam na água.
Ferver ou não, eis a questão
Angélica também orientou a plateia quanto ao consumo correto de água.
Segundo ela, o líquido dos galões deve ser fervido antes de consumir, pois não contém cloro e pode abrigar microrganismos prejudiciais à saúde.
Já a água da torneira não pode ser fervida imediatamente, pois o cloro, quando sofre reações químicas da fervura e do contato com os alimentos, pode se transformar em Trihalometano, uma substância cancerígena.
Se deixar a água da torneira em descanso, o cloro evapora após uma média de 48 horas. Só então é aconselhável utilizar a água para cozer alimentos.
Sobre a SEAE
Criada por moradores na metade da década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região, para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.
A palestra faz parte do projeto SEAE Casa Aberta, que acontece uma vez por mês, para interação com a comunidade.
E Casa Aberta, que acontece uma vez por mês, para interação com a comunidade.

Em janeiro de 2016, denunciamos danos ambientais, causados por supressão da vegetação nativa na Av. Vereador Jorge de Souza, entre a Estrada Kaiko e a Rua dos Cometas, às margens do rio Ribeirão da Ressaca, trecho que passa pela Lagoa dos Príncipes. Mesmo após inúmeras denúncias realizadas para os órgãos ambientais, como “Não possui autorização para supressão de vegetação nativa, Não possui autorização de alvará metropolitano para intervenção em APP, Não possui autorização do DAEE e Não possui estudo de impacto sobre a fauna presente no rio”, a obra continuou, e a situação se alastrou sem qualquer providência ou resposta para os questionamentos da população.








